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Licitações no Ceará

Abaixo trecho da reportagem veiculada no jornal O Povoonline.

Depois da reportagem, faço um breve comentário.

 

"Licitações tocadas por quase analfabetos"

 

"A procuradora Leiliane Feitosa aponta que há comissões de licitação presididas por pessoas que mal sabem ler

A maioria das cidades cearenses que estão sendo inspecionadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) não possui técnicos especializados para administrar as licitações municipais. ``Com todo respeito, mas são pessoas praticamente analfabetas. Pessoas que não têm a menor capacidade para presidir uma comissão de licitação``, revelou ontem a procuradora de Contas Leiliane Feitosa, que se disse ``muito insatisfeita`` com a situação encontrada nas administrações municipais do Estado.

Leiliane acredita que essas pessoas estão na presidência das comissões com o único intuito de ``ornamentar`` o cargo.

"Eu penso que, se os municípios estão tendo essa prática, é porque tem algo por trás. Se eu não quero me ladear de pessoas competentes e coloco qualquer pessoa do meu lado é porque, de alguma forma, eu mesma estou querendo dizer como é que as coisas vão ser. E isso não está me parecendo boa coisa``, avaliou a procuradora.

O TCM está visitando, segundo Leiliane, os municípios que estão na lista da operação Província - uma parceria do Ministério Público Estadual com a Polícia Federal que investiga possíveis desvios de recursos públicos exatamente através de licitações nos municípios."

COMENTO:

Caso você tenha reparado bem, alterei o título original da reportagem. O termo "analfabeto" foi utilizado para denegrir o servidor público. Diria até que seu uso foi para humilhar. Ora, se são "pessoas que não têm a menor capacidade para presidir uma comissão de licitação`` deveria o Estado garantir formação continuada e aperfeiçoamento constante.  A falta de capacidade não é de responsabilidade exclusiva do servidor público. Pelo contrário, cabe ao empregador treinar sua mão de obra.  Nesse sentido, portanto, esse dever também se estende ao TCM que deveria, em cooperação com os municípios, capacitar os servidores.
Já treinei várias comissões deficientes, mas o que mais me motivava era a boa vontade e o desejo de aprender desses servidores.
Chamar de "analfabeto" é fácil, o desafio é investir com responsabilidade institucional e planejar a transformação desse cenário.


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